Segundo a FEBRACT (Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas) diz que as comunidades terapêuticas existem há mais de dois mil anos.
"Uma comunidade de essênios em Qumran, que reunia pessoas com "problemas da alma" (temores, angústias, descontroles emocionais, paixões desvairadas), tinha uma "Regra da Comunidade" ou "Manual de disciplina", muito parecido com as normas existentes em nossas Comunidades Terapêuticas.
Em 1953 o psiquiatra escocês Maxwell Jones propôs o que foi denominada de "3ª Revolução na Psiquiatria". A Comunidade Terapêutica proposta diferia em tudo dos hospitais psiquiátricos então existentes. Estes apresentavam uma estrutura rigidamente hierarquizada e que atuava de modo autocrático. Havia muito pouca comunicação entre as pessoas dos diferentes níveis e uma passividade dos internos, mantidos na ignorância do que se passava ao seu redor e, principalmente, em relação ao seu tratamento.
Elena Goti, em 1997, lembrando que a CT não se destina a todo tipo de dependente, diz que ela deve ser aceita voluntariamente e que o residente é o principal ator de sua cura, ficando a equipe com o papel de proporcionar apoio e ajuda.
George De Leon, em 2000, fala sobre a natureza terapêutica de todo o ambiente, sobre sua grande flexibilidade, no enfoque da pessoa como um todo e diz que é um processo a longo prazo, que deve resultar em mudança pessoal e no estilo de vida.
A Comunidade Terapêutica para o dependente químico, graças à sua grande flexibilidade tem sido adotada em países com diferentes formas de governo, de culturas diversas, de vários graus de desenvolvimento e de religiões diferentes. Quando seus princípios básicos são respeitados os resultados obtidos são bons, o que explica sua multiplicação constante em todos os continentes.
LINHA TEÓRICO-TERAPEUTICA DA PSICOLOGA DA INSTITUIÇÃO
Cal Rogers foi um dos principais porta vozes da visão humanismo. Criou uma teoria segundo a qual a pessoa procura ativamente o seu desenvolvimento, motivada pela tendência a realização, de ser passivamente determinada pôr forcas externas. A pessoa saudável descrita por Roger possui as características que ele denomina a uma pessoa em pleno funcionamento A terapia para Roger necessita de três fatores para contribuírem para o sucesso terapêutico, Consideração positiva incondicional, pois paciente tende a progredir quando se sente aceito incondicionalmente pelo terapeuta, pois sentindo –se positivamente valorizado o cliente passa a aceitar melhor a si mesmo. Congruência onde o terapeuta deve ser, em grande medida, transparente, de forma que o cliente possa, digamos, ver a experiência terapêutica por dentro, conhecer a pessoa do terapeuta de verdade. E Compreensão Empática que é a capacidade do terapeuta de compreender a experiência do cliente, pois havendo empatia, o terapeuta compreende a situação do cliente de forma tão completa que ele mesmo pode ser capaz de verbalizar sentimentos que o cliente não foi capaz de expressar ou até mesmo vivênciar plenamente. (CLONINGER, 1999).