Clinica de recuperacao

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PROGRAMA TERAPÊUTICO

O desenvolvimento terapêutico da comunidade esta estruturado em 5 ESTÁGIOS: 

  • ESTÁGIO 1: Orientação e Indução – Desenvolvido nos primeiros 30 dias depois da entrada tendo como objetivo primordial fazer com que o indivíduo assimile e  seja assimilado pela comunidade. A assimilação rápida é essencial nos primeiros dias, nos quais os indivíduos estão bastante ambivalentes a respeito da longa estada na residência e bem vulneráveis a uma desistência prematura.

No término deste estágio, o dependente desenvolve as seguintes características:

  • O dependente aprendeu as políticas e procedimentos da C.T., a filosofia do programa e o plano geral de estágios.
  • Estabeleceu alguns relacionamentos confiáveis com o corpo de funcionários e/ou com companheiros de recuperação.
  • Iniciou uma avaliação pessoal de si mesmo, das circunstâncias e de suas necessidades.
  • Começou a compreender a natureza do transtorno de dependência e as exigências da recuperação.
  • Faz uma primeira tentativa de comprometer-se com o processo de recuperação.
  • Assume um firme compromisso de permanecer no tratamento até seu término.
  • ESTÁGIO 2: Tratamento primário – O objetivo primordial do estágio 2 é abordar as amplas metas sociais, psicológicas e cristãs da CT. Ao longo dos 4 meses de tratamento primário as principais metas são: a socialização, o crescimento pessoal e a consciência psicológica/cristã. Metas estas que são buscadas por meio de todos os recursos e atividades terapêuticos e comunitários.

Nesta etapa do tratamento, a rotina terapêutico/educacional da CT. é intensiva, pois será cobrado da pessoa a plena participação de todas as atividades e o desenvolvimento de seu papel como membro da comunidade, dado que, a rotina diária deste estágio aborda uma grande variedade de temas vinculados à recuperação e ao bem viver.
Será nesta etapa que as intervenções terapêuticas são projetadas de acordo com os problemas e necessidades específicos do dependente, através do atendimento semanal realizado pela psicóloga da CT., em conjunto com o corpo de funcionários.  Ressalvamos que o dependente é atendido semanalmente pela psicóloga durante todo o tratamento (6 meses).
No término deste estágio, o dependente desenvolve as seguintes características:

  • Compreende que suas principais atitudes refletem a aceitação do programa, o compromisso de continuar trabalhando em si mesmo no programa e a valorização dos atributos do modelo de comportamento: a honestidade e a responsabilidade.
  • Demonstrará crescimento pessoal evidenciado na adaptabilidade a mudanças de tarefas, na aceitação do corpo de funcionários como autoridade racional e na necessidade de conter pensamentos e emoções negativas.
  • Demonstra elevação na auto-estima no processo dos últimos 5 meses.
  • Começa a aceitar a responsabilidade por seu comportamento, seus problemas e a soluções deles.
  • Adquiriu aptidões de grupo, ou seja, o desenvolvimento de seus papeis sociais, na família, trabalho e lazer.
  • ESTÁGIO 3: Ressocialização (reinserção social) -  Ao término do estágio 2 o dependente completa 5 meses na CT. iniciando o estágio 3, que é a ressocialização. Nesta etapa o dependente passa uma semana (7 dias completos) com a família ou responsável. O objetivo desta etapa e garantir uma transição bem sucedida da residência comunitária para a sociedade mais ampla, gerando, neste estágio, um ajuste inicial com a família ou responsáveis.

A ressocialização é fundamental para o processo de recuperação, pois se espera que os dependentes deixem a comunidade para viverem com sucesso uma vida saudável no meio social que eles estão inseridos, da mesma maneira que se espera que os jovens adultos  vivam suas vidas de forma plena e saudável quando saem das casas dos pais. O afastamento físico da comunidade representa um marco importante no processo de mudança do dependente. Aquilo que ele aprende durante o período de vida residencial na comunidade é a preparar-se para viver no mundo lá fora.  Portanto, o estágio 3 garante que a comunidade em conjunto com o dependente verifiquem como ele se ajusta a vida social, refletida na vida familiar.
No término deste estágio, o dependente volta à comunidade com as seguintes características:

  • Identifica situações, concepções, experiências e comportamentos específicos que podem ser prejudiciais a recuperação.
  • Revela aos companheiros e ao corpo de funcionários todas as dúvidas e preocupações, todos os erros e temores que tenha vivenciado e que tenha
  • o potencial de serem prejudiciais.
  • Busca ajuda quando necessário para compreender melhor a si mesmo e fortalecer aptidões apropriadas de lidar com as coisas, de tomar decisões e de resolver problemas.

Ressaltamos:

  • Problema especial da ressocialização – O progresso do indivíduo em transição para o mundo exterior torna-se complicado quando o dependente passa a acreditar que esta “curado” ou que passa a acreditar que é capaz de enfrentar a tensão do “mundo real” sozinho. Na verdade o estágio de ressocialização é o mais cheio de exigências, pois apresenta desafios explícitos ao dependente em recuperação, posto que, ele estava protegido durante a estada residencial em tratamento primário. Esta imagem que ele cria de si mesmo é comum e parece que se desenvolve por si mesma, devido a esta mensagem não fazer parte do tratamento da comunidade.
  • No estágio 3 é primordial que durante os 5 meses já passados, a família tenha participado de grupos de apoio e formação,  pois, um cego é incapaz de guiar outro cego. O maior combustível de uma vida destruida pela dependência química é a desinformação.
  • ESTÁGIO 4: Conclusão do programa residencial. Ao término do estágio 3 (ressocialização) o dependente volta à comunidade e é levantada as características elencadas no estágio 3 e o grupo de trabalho passa a desenvolver junto ao dependente um tratamento mais particularizado, preparando-o para o fim do período residencial. Nesta etapa, alem de participar da programação diária comum, é realizado um tratamento direcionado aos dependentes oriundos da ressocialização (reuniões e atendimento psicológico) no período de 23 ou 24 dias.

Neste estágio, o dependente será avaliado em termos: psicológicos; se seu compromisso com o processo de recuperação é firme; aceitam a necessidade de continuar a trabalhar em áreas problemáticas particulares e com sigo mesmo em geral; se estão dispostos a firmar ligações com terapeutas e recursos de auto-ajuda; se estão comprometidos com a continuidade do tratamento junto a CT., participando dos momentos de visita, cronograma de eventos desenvolvidos na CT. por um período mínimo de 6 meses.
Após este período de avaliação, sendo constatada a necessidade da continuidade do tratamento residencial, posto que, fora verificado que o dependente não conseguiu cumprir minimamente o programa de tratamento, será proposto ao dependente e a família ou responsáveis a prorrogação do tratamento residencial por mais 3 (três) meses.
A conclusão marca o final de um envolvimento ativo com o programa dentro da instalação residencial. Embora tenha completado o estágio 4, o que é aprendido na comunidade de tratamento é um conjunto de instrumentos destinados a orientar o dependente ao longo de um caminho firme de mudanças contínua no mundo mais amplo. A conclusão residencial representa, portanto, um marco na recuperação ou processo de mudança, algo que significa tanto um fim como um começo.

ESTÁGIO 5: Pós-tratamento residencial – O pós-tratamento é um estágio oferecido aos dependente que realizaram o nosso programa de recuperação sem nenhum custo financeiro. Pois a meta importante mais implícita no tratamento da CT é dar início a um processo contínuo de tratamento ou de crescimento que vai bem alem do período residencial. Assim, os planos de pós-tratamento são uma atividade especial da fase final de ressocialização. Esses planos esboçam recomendações e passos com respeito à obtenção de serviços de apoio e aconselhamento destinados a tratar das questões de longa data que afetam o dependente em reinserção social (garantidos pela comunidade, com exceção do atendimento psicológico, pois este é particular). Na concepção de recuperação da CT, as mudanças de estilo de vida que ocorrem no tratamento residencial são um requisito de uso eficaz de planos de pós-tratamento.
Ressaltamos: conforme a época, a CT desenvolve um conjunto de recursos voltados ao pós-tratamento, portanto, é de fundamental importância que o dependente, família ou responsáveis continuem em pleno contato com a instituição para adquirirem as informações do programa de pós-tratamento.